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30 de março de 2017

HMTJ realiza troca valvar aórtica com cirurgia cardíaca minimamente invasiva

O Serviço de Cardiologia do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) passou a utilizar para troca de válvula aórtica a cirurgia minimamente invasiva, já consagrada na literatura médica. Já testada pela equipe em diversos procedimentos como mais vantajosa para o paciente que a técnica clássica, a chamada "troca valvar aórtica minimamente invasiva" é aplicável para a maioria absoluta dos casos e deve ser adotada como padrão no Hospital.
Especialistas apontam as diversas vantagens do procedimento. Na abordagem clássica é preciso abrir o externo todo para troca da válvula, numa incisão de até 30 cm, enquanto a minimamente invasiva é de 8 cm, em média. A recuperação é outro grande ponto favorável ao paciente. A incisão menor provoca menos risco de sangramento, de infecção, sem falar no fator estético. E enquanto a média de internação na cirurgia convencional é de 7 a 10 dias, a nova técnica reduz o prazo para 3 a 5 dias, em média, com menos tempo de intubação, de UTI e de recuperação na enfermaria. Além da alta mais precoce, o paciente ainda retorna às atividades bem mais cedo, em quatro semanas, em média, contra seis semanas na cirurgia com maior incisão.


A técnica com o menor índice de invasividade para esta patologia é feita por Hemodinâmica, chamada TAVI (do inglês, Implante Valvar Aórtico Transcateter), mas ela não é indicada a qualquer paciente, geralmente é para casos de altíssimo risco e tem alto custo, utilizando válvula específica. Já a técnica com a mini-incisão é possível para a maioria dos pacientes, inclusive os mais jovens, e, em futuro próximo, a indicação pode ser estendida até a casos considerados, hoje, "inoporáveis".


A troca valvar minimamente invasiva também foi fácil de adaptar à estrutura disponível no HMTJ, necessitando de pouco incremento de recursos. As válvulas utilizadas são as mesmas da outra técnica. A Cirurgia Cardíaca do HMTJ utiliza tanto válvulas mecânicas (de titânio ou material cerâmico, que duram até 30 anos, mas o paciente precisará de anticoagulante pelo resto da vida) quanto as biológicas (feitas a partir de tecido animal, podendo dispensar uso de anticoagulante). A escolha das próteses vai depender de indicação médica, condições do pacientes e tempo previsto de duração do seu uso, considerando a idade e fator crescimento.


O Serviço já contabiliza mais de dez procedimentos e os profissionais responsáveis pelo uso da técnica começaram de forma cautelosa, baseando-se na literatura médica e experiência, mas ela agora pode ser adotada como protocolo. Mesmo se houver necessidade de converter a cirurgia para incisão clássica, ela vai ser sempre a primeira opção, pois apesar de sua eficácia não alterar o resultado e o tempo de cirurgia em relação ao procedimento convencional, é muito menos agressiva e a segurança que oferece ao paciente é inquestionável.

 

 

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