CANAIS INTERATIVOS

Canal HMTJ

12 de junho de 2017

Dia da Cardiopatia Congênita

A descoberta precoce das cardiopatias congênitas é muito importante, tanto que tem até uma data de alerta para a questão: 12 de junho, Dia Nacional da Cardiopatia Congênita. Em média, um em cada 100 bebês nascidos apresenta alguma patologia deste tipo. Quanto mais cedo a doença for tratada, melhor para o paciente. Estas cardiopatias são denominadas assim, por se desenvolverem durante a gestação e resultarem em malformações e anormalidades no coração. As cardiopatias congênitas podem ser detectadas por meio de ultrassom morfológico e ecocardiografia fetal a partir da 20ª semana de gestação. Mas, caso a mãe não tenha realizado os exames durante a gravidez, é o exame de oximetria de pulso, popularmente conhecido como teste do coraçãozinho, que poderá ajudar a triar algumas cardiopatias congênitas críticas.


Por causa da semana de feriados em Juiz de Fora, o evento programado para alerta sobre o problema acontecem em outro período de junho. No dia 21, o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus dedica uma tarde a atividades como palestra e discussão com a cardiologista pediátrica Sara Guedes, da equipe do Monte Sinai e do HMTJ, que também é especialista em ecocardiografia fetal. O evento ainda prevê depoimentos de mães e relatos de pacientes. A médica foi uma das desbravadoras do teste do coraçãozinho em Juiz de Fora. Junto com um grupo de mães, ela lutou pela obrigatoriedade do exame nas maternidades públicas e privadase conseguiu garantir isso através da Lei Municipal nº 12664, de 20/09/2012. 

 

Como é o Teste do Coraçãozinho


O exame deve ser realizado ainda na maternidade, entre 24h e de 48h de vida do bebê Ela alerta para a importância da realização de um teste bem feito, com resultados adequados para detectar problemas no coração antes mesmo de haver sintomas. O teste, explica ela, é feito por meio de um sensor (oxímetro) e mede a concentração de oxigênio no sangue. O oxímetro é colocado na mão direita do bebê e, depois, em um dos membros inferiores, para medir a concentração de oxigênio no sangue. Se a concentração de oxigênio for menor do que 95%, ou caso tenha uma diferença superior a 3% entre as medições no membro superior e no inferior (mão e pé), um novo teste deve ser feito. Caso os resultados se mantenham, o bebê deverá ser submetido a um ecocardiograma para confirmação de problema cardíaco.


"O resultado é positivo ou negativo, não pode ser inconcluso ou indefinido", enfatiza Sara. Qualquer diferença dos 95% de saturação merece investigação para garantir a saúde daquele pequeno coração, visando evitar problemas que possam ser corrigidos precocemente ou bem acompanhados.


Um dos tratamentos - Valvoplastia pulmonar por balão


A estenose da válvula pulmonar é uma das cardiopatias congênitas bastante prevalentes - entre 7% e 10% dos casos, tem tratamento realizado pelo setor de Hemodinâmica do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, que pertence ao Serviço de Cardiologia do hospital. Allyce, de 11 anos, moradora de Roraima, comemorou este 12 de junho se recuperando de mais uma Valvoplastia Pulmonar por Balão, realizada com sucesso no HMTJ feito pela equipe dos cardiologistas intervencionistas Gustavo Ramalho e Leandro Pimentel. A paciente veio para Juiz de Fora encaminhada pelo projeto CNRAC (Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade) que credenciou a instituição em Minas para receber candidatos a cirurgias cardíacas de todo o Brasil, pelo SUS.


Allyce foi submetida ao procedimento na sexta-feira, 9 de junho, e terá alta amanhã. O tratamento consiste em fazer um cateterismo, que punciona a veia da virilha e passa um cateter até o ventrículo direito da criança. Com um guia, o médico consegue cruzar a válvula espessada, posicionar um balão sobre ela e insuflá-lo para abrir, mecanicamente, a válvula que estava estreitada. No processo, o trabalho da equipe de Ecocardiografia do HMTJ é fundamental no diagnóstico, pois estes especialistas fazem a medida da válvula, avaliam se há estenose, como está o ventrículo direito e a artéria pulmonar, verificando a obstrução entre estes dois vasos. Em geral, estes pacientes têm sopro, apresentam muito cansaço, forçando a diminuição das atividades físicas.


Este é o quarto caso de valvoplastia pulmonar por balão feito pela equipe, sendo três pelo CNRAC. Mas o projeto que começou há um ano, em 20 de junho de 2016, já recebeu mais de 40 pacientes, a maioria crianças para cirurgia cardíaca convencional e, grande parte delas, oriunda da região Norte do país. A Hemodinâmica já recebeu alguns pacientes adultos do projeto e, desde o início deste ano, passou a tratar também as crianças com este tipo de patologia.


Canais Interativos

ASSINE A NOSSA NEWSLETTER

Para receber as últimas notícias e atualizações

(32) 4009-2277
Rua Dr. Dirceu de Andrade, n° 33, Bairro São Mateus,
Juiz de Fora - MG, 36025-140

VEJA ABAIXO COMO CHEGAR