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09 de junho de 2016

Da prática para a teoria! Entenda a importância do Programa Integrador na formação dos nossos estudantes

Ensinar da prática para a teoria, este é o papel do Programa Integrador (PI), disciplina aplicada aos cursos de graduação da Suprema. Aplicado durante seis períodos, o PI é fruto da parceria da faculdade com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF/JF).

 

Nesta disciplina, os estudantes precisam entender que ser um profissional de saúde é mais que dar laudos e receitas, é entender a função social e a importância de sua atuação para as comunidades de forma interdisciplinar.

 

Na prática, estes estudantes são direcionados a uma das comunidades locais com a missão de identificar, junto aos agentes de saúde e a equipe, as características da população local compreendendo que a sociedade é formada por pessoas distintas, que possuem cultura e história próprias, identificando suas maiores necessidades e promovendo ações em saúde.

 

Segundo a coordenadora do Programa Integrador, Claudia Moura, a partir dos casos reais formula-se toda a base para o desenvolvimento do conteúdo teórico. "Desta forma, o estudante desenvolve competências emocionais e científicas e recebem, além da avaliação técnica, o retorno social por seu trabalho", conclui Cláudia.

 

Sobre a experiência nesta disciplina, o estudante de medicina Carlos Eduardo Cavanellas afirma que ter o contato com as necessidades reais da sociedade o fez aprender lições que vão além da grade curricular. "Durante nossa experiência com o PI conhecemos realidades diversas, discutimos necessidades de minorias - as quais ainda são negligenciadas tanto pela sociedade quanto pelo profissional de saúde - além de buscarmos entender melhor a necessidade de cada indivíduo a partir de sua vivência", afirma o estudante.

 

A avaliação é feita de forma processual e contínua, baseada principalmente no retorno da sociedade, na percepção do estudante às demandas de cada região abordada e no desempenho do mesmo em relação às soluções propostas.

 

Confira o depoimento (na íntegra) de Carlos Eduardo Cavanellas, estudante de medicina

 

"O Programa Integrador é uma experiência ímpar para aqueles que sabem aproveitá-la. Com uma extensa carga de atividades, durante cinco semestres, nós temos a oportunidade de imergir dentro de um universo no qual não estamos habituados. Ainda no segundo período somos inseridos nas Unidades de Atenção Primária de Juiz de Fora, onde começamos a ter as primeiras noções de funcionamento do SUS, suas redes de atenção, suas formas de acesso, suas particularidades enquanto sistema público e, talvez o mais importante, como o usuário percebe aquele ambiente e como nós como alunos e futuros profissionais de saúde podemos otimizar todos esses processos para chegar ao denominador que todos nós buscamos: o cuidado.

 

Apesar do PI constar na matriz curricular do curso como mais uma disciplina, com carga horária e notas a serem cumpridas, prefiro classificá-lo como uma experiência. Nós que entramos em cursos da área da saúde temos - ainda que esse não seja o primeiro motivador de todos - o "gosto por gente", ou seja, o prazer em estar com o outro, cuidar, assistir, acompanhar sua trajetória e prezar, em primeira instância, pelo seu bem estar biopsicossocial. Durante nossa experiência com o PI conhecemos realidades diversas, discutimos necessidades de minorias - as quais ainda são negligenciadas tanto pela sociedade quanto pelo profissional de saúde - além de buscarmos entender melhor a necessidade de cada indivíduo a partir de sua vivência. Nesses espaços somos inseridos em contato direto e com o objetivo do vínculo à famílias e pessoas que mais nos ensinam que nós os ensinamos.

 

Algumas experiências nos marcam de forma muito intensa, no PI, pelo contato semanal e as visitas domiciliares, essas experiências ficam ainda mais fortes.

 

Quando me perguntam qual foi a maior marca que o PI me deixou, com certeza, digo que foram os dias em que ia à casa de uma das famílias e ouvia, pacientemente, o som do violino que o anfitrião sempre se colocava a tocar, contando suas histórias, mostrando sua arte e nos recebendo sempre, com um largo sorriso no rosto e uma simpatia ímpar. Assim como sua esposa, a qual, ainda que acamada, fazia questão de nos receber com frutas e doces palavras, de carinho e admiração. Palavras e atitudes que nos faziam retornar toda semana com um sorriso no rosto e a vontade de fazer ainda mais por aquelas pessoas. Depois de alguns anos no Programa Integrador, a volta do Intercambio e o passar do semestre, ainda fica o vínculo de carinho com a agente de saúde que sempre nos acompanhou e que tivemos a oportunidade de ver sua neta nascer e crescer ali na Unidade de Saúde de São Sebastião.

 

Pra minha vida vou levar muitas coisas que aprendi no Programa Integrador. Muita gratidão aos amigos que fiz, às famílias que conheci lá no início da faculdade e aos ensinamentos que tive, aprendendo o quão importante é estar em contato com tantas realidades diferentes e desafiadoras.

 

Essas vivências por vezes valem mais que provas ou teoria, elas nos trazem para o mundo real e despertam em nós o desejo de fazermos o nosso máximo para ajudar quem tem às vezes o mínimo, nos ensinam a deixar nossos valores na porta do consultório e entramos para o atendimento despidos de qualquer preconceito, qualquer julgamento, além de mostrar o quanto é importante prezarmos pelo amor e pela empatia. De todas essas experiências que passaram e ainda passarão, fica a máxima de Carl Jung: "Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana."

 

 


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