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28 de julho de 2014

HEPATITES VIRAIS: 1 em cada 12 pessoas em todo o mundo vivem com hepatite B ou C

O dia 28 de Julho foi definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), durante Assembléia Mundial de Saúde, em maio de 2010, como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Desde então, o Ministério da Saúde, por meio do seu Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde, vem cumprindo uma série de metas e ações integradas de prevenção e controle nos níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) para o enfrentamento das hepatites virais no Brasil. Aproximadamente 500 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com hepatite B ou com hepatite C, o que representa 1 em cada 12 pessoas.

Dentre as populações consideradas mais vulneráveis, podemos citar as gestantes após o primeiro trimestre de gestação, pessoas com doenças sexualmente transmissíveis (DST), bombeiros, policiais civis, militares e rodoviários, carcereiros de delegacia e de penitenciárias, coletadores de lixo hospitalar e domiciliar, comunicantes sexuais de portadores de hepatite B, doadores de sangue, homens e mulheres que mantêm relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, entre outras), manicures, pedicures e podólogos, populações de assentamentos e acampamentos, populações indígenas, potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundidos, profissionais do sexo/prostitutas, usuários de drogas injetáveis, inaláveis e "pipadas" e caminhoneiros.

No Brasil, enquanto a hepatite B é mais frequente na faixa etária de 20 a 49 anos, a hepatite C acomete mais pessoas entre 30 e 59 anos. A maioria dessas pessoas desconhece sua condição sorológica. No caso da hepatite C, por exemplo, há pessoas que fizeram transfusão de sangue antes de 1993 (quando não havia teste para diagnosticar a doença) ou que utilizaram seringas não esterilizadas que podem estar infectadas pelo vírus da hepatite C sem saberem. A hepatite é a inflamação do fígado, uma doença que nem sempre apresenta sintomas. Muitas pessoas só percebem que estão doentes (principalmente dos tipos B e C) quando as manifestações já são graves, como cirrose ou câncer de fígado. Esses pacientes levam anos para descobrir que estão infectados. Realizar o diagnóstico precoce das hepatites é um dos principais determinantes para evitar a transmissão ou a progressão dessas doenças e suas graves consequências. Os testes para as hepatites estão disponíveis em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacina contra a hepatite B deve ser recomendada para jovens até 29 anos, para as populações vulneráveis e para profissionais de saúde. Essa vacina faz parte do calendário de vacinação da criança e do adolescente e está disponível em todas as  salas de vacina do Sistema Único de Saúde (SUS). Todo recém-nascido deve receber a primeira dose logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. A oferta dessa vacina estende-se, também, a outros grupos em situações de maior vulnerabilidade, independentemente da faixa etária.

Existem várias medidas que podem evitar a transmissão das hepatites virais, dentre elas descatam-se:

  • Usar preservativo em todas as relações sexuais;
  • Exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de piercings;
  • Não compartilhar instrumentos de manicure e pedicure;
  • Não usar lâminas de barbear ou de depilar de outras pessoas;
  • Não compartilhar agulhas, seringas e equipamentos para drogas inaladas e "pipadas", como o crack.

 

O Brasil tem como prioridade, até 2015, a realização de campanhas nacionais que estimulem os seus cidadãos a se vacinarem gratuitamente contra a hepatite B e buscarem o diagnóstico precoce. O objetivo é atingir cobertura vacinal superior a 90% e identificar os quase dois milhões de brasileiros que o Ministério da Saúde estima que estejam infectados pelos os vírus B e C.

 

 


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