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01 de agosto de 2016

Semana Mundial de Aleitamento Materno

Para a Semana Mundial de Aleitamento Materno 2016, a rede internacional que incentiva a prática, foca a amamentação como uma chave para o desenvolvimento sustentável. Propõem que as relações entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS, o aleitamento materno e a Estratégia Global para Alimentação de Lactentes e Criança de Primeira Infância, sejam realçadas.


Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram construídos sobre as bases estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e aprovados na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em 2015. Os objetivos mesclam as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental.

Conheça:


1 ) Erradicação da pobreza

A amamentação é uma forma natural e de baixo custo de alimentar bebês e crianças. É acessível para todos e não sobrecarrega o orçamento doméstico como a alimentação artificial. A amamentação contribui para a redução da pobreza. 

2) Fome zero

O aleitamento materno exclusivo com a continuação da amamentação por dois anos ou mais, fornece nutrientes de alta qualidade e adequada energia que pode prevenir a fome, a desnutrição e a obesidade. O aleitamento materno também significa segurança alimentar infantil.

3) Boa saúde e bem-estar
A amamentação melhora significativamente a saúde, o desenvolvimento e a sobrevivência de bebês e crianças. Também contribui para melhorar a curto ou a longo prazo a saúde e o bem estar das mulheres que amamentam.

4) Educação de qualidade
O aleitamento materno e a complementação de forma adequada são fundamentais para o aprendizado. O aleitamento materno e os alimentos complementares de boa qualidade contribuem significativamente para o desenvolvimento mental e cognitivo e, assim, promovem a aprendizagem.

5) Igualdade de gênero
A amamentação é o grande equalizador, dando a cada criança um começo justo e melhor de vida. A amamentação é um direito único das mulheres e elas devem ser apoiadas pela sociedade para amamentar de forma otimizada. A experiência de amamentar pode ser gratificante e estimulante para a mulher pelo fato dela estar em controle da alimentação do bebê.

6) Água limpa e saneamento
O aleitamento materno sob livre demanda proporciona toda ingestão de água que o bebê precisa, mesmo em clima quente. Por outro lado, a alimentação artificial requer acesso a água potável, higiene e saneamento.

7) Energia acessível e limpa
A amamentação implica em menos consumo de energia quando comparado com as indústrias na fabricação de fórmula infantil. A amamentação também contribui para a redução do consumo de água e gás em casa.

8) Emprego digno e crescimento econômico
As mulheres que amamentam e são apoiadas por seus chefes, são mais produtivas e leais ao emprego. A proteção a maternidade e outras políticas favoráveis no local de trabalho, tornam mais possível para a mulher conciliar a amamentação com o trabalho e emprego. Empregos dignos devem atender às necessidades das mulheres que amamentam, especialmente aquelas em situações precárias.

9) Indústria, inovação e infraestrutura
Com a industrialização e urbanização os desafios de tempo e espaço tornaram-se mais proeminentes. As mulheres que amamentam e trabalham fora de suas casas precisam de gerenciar estes desafios e serem apoiadas por seus empregadores, pelos familiares e pela comunidade. As creches próximas aos locais de trabalho, as Salas de Apoio a Amamentação e os intervalos para a amamentação podem fazer uma grande diferença.

10) Redução da desigualdade
A prática da amamentação difere em todo o mundo. O aleitamento materno precisa ser protegido, promovido e apoiado entre todos, porém em particular entre os pobres e grupos vulneráveis. Isto ajudará a reduzir as desigualdades.

11) Cidades e comunidades sustentáveis
Na agitação das grandes cidades, as mulheres que amamentam e seus bebês precisam sentir seguros e bem vindos em todos os locais públicos. Em situações de desastre e crises humanitárias, as mulheres e as crianças são as mais afetadas. As gestantes e mulheres que amamentam necessitam de apoio especial nestas situações.

12) Consumo e produção sustentáveis
A amamentação é uma fonte natural de nutrição e sustento, saudável, viável, sustentável, em poluir e depredar o meio ambiente.

13) Combate às alterações climáticas
O aleitamento materno protege a saúde infantil e a nutrição em tempos de adversidades e desastres relacionados com o clima devido ao aquecimento global.

14) Vida debaixo d'água
Amamentação implica em menos desperdícios em comparação com alimentação com fórmula infantil. A produção industrial de fórmula infantil, bem como a sua distribuição, estão ligadas a lixos poluentes nos oceanos que afetam a vida marinha.

15) Vida sobre a terra
A amamentação é ecológica em comparação com a alimentação com fórmula infantil. A produção de fórmula infantil implica na criação de gado leiteiro, que muitas vezes degrada os recursos naturais e contribui para as emissões de carbono e as mudanças climáticas.

16) Paz, justiça e instituições fortes
A amamentação é consagrada nas estruturas e convenções dos direitos humanos. As legislações e políticas nacionais para proteger e apoiar as mulheres que amamentam e os bebês precisam garantir para que seus direitos sejam respeitados.

17) Parceria em prol das metas
A Estratégia Global para a Alimentação de Lactentes e Crianças de Primeira Infância promove a colaboração multissetorial, e pode construir em cima de várias parcerias para apoiar o desenvolvimento através de programas e iniciativas em prol do aleitamento materno.

 

 

 


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