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10 de abril de 2018

Cardiologia Infantil do HMTJ comemora resultados na Cirurgia Cardíaca e amplia triagem

A cada 100 crianças que nascem no Brasil, uma tem algum tipo de cardiopatia congênita e, estima-se, 65% delas não recebam assistência adequada por falta de estrutura dos serviços públicos de saúde. E é para mudar esta realidade, que o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus se equipou, reuniu pessoal qualificado e trabalha com absoluto critério e cuidados no setor de Cardiologia Infantil. Nos últimos dois anos, já passaram por cirurgia no hospital mais de 100 crianças, com uma altíssima taxa de sucesso.

Em 2018, animada pelos resultados do período anterior e pelas condições oferecidas pela instituição, a equipe optou por triar e tratar crianças de mais complexidade, no caso, de menor peso, principalmente, mas ainda com cardiopatias mais simples. "Isso nos permite ampliar o alcance da assistência, mas focados sempre na segurança. Porque baixando o peso, precisamos triplicar os cuidados. O bebê pequeno requer mais exames, seu risco de agravamento é rápido e queremos manter a mesma taxa de sobrevida, em torno de 95% até agora. Somos muito rigorosos na seleção, por que precisamos manter nossa credibilidade e dar aos serviços encaminhadores a confiança necessárias para enviarem suas crianças, com a certeza de que vão recebê-las de volta em ótimo estado", explica a médica Sara Guedes, que coordena o ambulatório de Cardiologia Infantil do Hospital.

 

Da triagem (dra. Sara em ambulatório) à confirmação do diagnóstico, tudo é criterioso para a segurança do paciente. Dra. Mariana (acima) com a paciente de Roraima que não precisou operar

Alcance nacional

O HMTJ recebe crianças de todo o país, pelo programa CNRAC (Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade) do Ministério da Saúde e também casos eletivos de toda a macrorregião Sudeste. Metade, mais de 50 pacientes já atendidos, vieram do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e do Espírito Santo, para correção de cardiopatias congênitas como estenose da válvula pulmonar, Comunicação interatrial (CIA) e persistência do canal arterial (PCA), principalmente. A triagem é o passo fundamental, realizada pela Dra. Sara Guedes e pelo cirurgião cardiovascular Vagner Campos, que atua sempre em equipe com o colega de especialidade Márcio Trota. E as metas puderam ser ampliadas em 2018, pela segurança oferecida pelo hospital ao disponibilizar com exclusividade uma cardiologista pediátrica, Dra. Mariana Oliveira, para o pré e pós-operatório, suporte completo de exames diagnósticos, estrutura de excelência na UTI Neonatal e Pediátrica, além de uma equipe multidisciplinar muito capacitada.

Critério e cuidados de excelência

A pediatra Mariana Oliveira, especialista em Cardiologia Pediátrica é a responsável pelo pré e pós-operatório de todas as crianças submetidas às cardiocirurgias no HTMJ. "Quando a equipe dá a vaga, independente de ser oriunda do CNRAC ou eletiva da região, a criança chega ao hospital, é admitida na enfermaria, onde passa por todos os exames pré-operatórios (laboratorial, eletro e ecocardiograma e outros que forem necessários). Estando em condições ideais de saúde para a cirurgia e com diagnóstico confirmado, ela é liberada para o preparo cirúrgico. Depois, recebo ela de volta na UTI Neo e Pediátrica". Mariana conta que o cuidado no pós-operatório é fundamental e, no HMTJ, ela conta com todo o suporte necessário. Vencidas as primeiras 48h, sem intercorrências, a criança volta para enfermaria, onde têm ainda assistência de residentes da Pediatria, e passa por novos exames.
Todo este cuidado tem sido fundamental na manutenção da credibilidade do Serviço. "Nosso objetivo é que a criança volte bem. Eu já estive na outra ponta (enviando crianças para serviços nas capitais da região Sudeste) e por isso sou muito criteriosa ao selecionar os casos", conta Sara Guedes. "Visando garantir vidas, sucesso no procedimento, nos atemos a detalhes, segurança nos exames diagnósticos, um preparo excelente, pois é muita responsabilidade. Lidamos com a confiança da família do paciente e precisamos ter rigor absoluto porque sempre há risco e precisamos dizer aos pais que tudo vai dar certo. Um detalhe, um deslize e pode haver perda". Ela conta que a credibilidade do Serviço já foi testada e precisa ser cultivada com critério, pois já retornou com uma criança que veio de Roraima sem operar. Foi preciso rever o prognóstico e ter a segurança de não realizar uma cirurgia sem necessidade. "Este ano, inclusive, estamos tentando pedir ressonância ou tomografia na cidade de origem para garantir que a vinda das crianças seja justificada, por respeito ao dinheiro público, para evitar desperdício e um deslocamento difícil para a família, ampliando a garantia de que o paciente, realmente cardiopata, retorne bem, com seu problema solucionado".

Asssita a reportagem realizada pela TV Integração sobre o programa CNRAC em clicando aqui.

Alguns dos primeiros pacientes do CNRAC e João Lucas, do Acre, submetido a uma valvoplastia. Crianças beneficiadas pelo programa no HMTJ

 

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