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18 de janeiro de 2017

Sensibilização pró-amamentação ajuda bebês prematuros na UTI Neo do HMTJ

Ninguém tem dúvidas de que amamentar é fundamental para a saúde do bebê. E dentro de um hospital em que a Maternidade é referência, isso precisa ser trabalhado em muitas frentes. Recentemente, o Posto Avançado de Aleitamento (Posto de Coleta) do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) ganhou uma grande ajuda. Passou a ter a técnica de enfermagem Andréia da Consolação Avelino Pinto como diarista e novos resultados já começaram a aparecer.

Uma das vitórias de Andréia foi com Nirleia Carvalho Lima, da cidade de Santos Dumont. A filha dela deixou a Neonatal depois de 60 dias de internação e até a fase de poder fazer o método Canguru, ela ainda estava recebendo apenas complemento (NAN). Andréia questionou se ela não tinha leite nenhum e a mãe disse que achava que o leite dela não serviria para a filha. O trabalho de convencimento e apoio da técnica de enfermagem foram perfeitos. Ela convenceu Nirleia do velho bordão da amamentação "não existe leite ruim" e a pequena ganhou alta mamando à vontade com apenas alguns dias de trabalho de Nirleia e Andréia reestimulando as mamas e trabalhando as técnicas de amamentação. Depois de tanto tempo de UTI, a bebezinha também deixou saudades para técnicos e enfermeiros. Ela deixou o HMTJ com muitos presentes doados para o Hospital.

Outro caso de sucesso comovente foi de Andreia Feliciano Ferreira, 23, cuja filha, Gabrielle, nasceu de 30 semanas e, apesar de estar muito bem, vai passar um tempo na UTI para ganhar peso. A mãe conta que a gravidez correu bem, mas um dia dores estranhas a levaram ao HMTJ. A equipe fez de tudo para tentar estender a gestação pelo prazo normal, mas não houve como e Gabrielle nasceu de parto normal, porém prematura. Andreia Ferreira se desesperou, o leite não descia e ela achou que não poderia amamentar. Mas sua xará, Andréia Pinto, profissional experiente e paciente, foi mostrando que era possível. Com muita massagem as primeiras gotas surgiram e, dia a dia, foram chegando mais. Em apenas uma semana, Andreia já estava retirando leite suficiente para Gabrielle.

 

Amamentação na UTI

As campanhas de amamentação já convenceram as brasileiras e esta sensibilização não é a parte difícil da questão. O problema é a rotina, a preparação e o ato na prática. Na UTI Neonatal isto é um drama a parte, pois o organismo espera ter nove meses para se adaptar para amamentar naturalmente, mas a antecipação do parto pode mudar muitos fatores e trazer um impacto negativo. Além das condições de saúde do prematuro, aspectos físicos que impedem a sucção e o stress psicológico da mãe também alteram esta expectativa. Mas, nesta fase é fundamental incentivar a ordenha (retirada de leite) periódica, manter uma produção adequada para o momento que haja o aleitamento natural. Isto ajuda a mulher para que ela se sinta capaz de amamentar após a internação do seu bebê e o ideal é que a mulher retire o leite a cada 3 horas ou quando perceber o peito cheio demais. O HMTJ disponibiliza o Posto de Coleta e um lactário que permitem ajudar a mulher neste sentido, além do carinho da técnica Andréia. .

Outras frentes

Mas Andreia, com 19 anos de profissão, há quatro meses no HMTJ, onde passou pela Pediatria, foi um "achado" também para o hospital. Além de muitos planos em fase de projeto, ela dá sustentação para o HMTJ trabalhar também as outras questões relacionadas à amamentação. Na UTI sua rotina é revisar o mapa de dietas e estimular as mães a fazer a ordenha, ajudando a equipe a alterar todas as dietas possíveis para o leite materno. Nos setores de Internação, seu trabalho é constante na orientação inicial  após os partos a termo (no período normal), incentivando e educando mães que, em muitos casos, não fizeram pré-natal ou qualquer curso de gestantes.

Andréia ainda tenta antecipar o "mantra do aleitamento" antes mesmo do parto, valorizando o que chama de "corpo a corpo pela amamentação". Ela percorre as enfermarias femininas buscando por gestantes internadas, não ainda para o parto, mas por outros motivos (infecção urinária é a causa mais comum). Ela faz a sensibilização pelo aleitamento, ensina massagens, técnicas para a pega futura e posições corretas para ajudar o bebê em suas primeiras tentativas de sucção.

Para a equipe, Andréia faz a orientação dos profissionais visando garantir o apoio noturno, especialmente, para as escalas de plantão diferentes da sua. O objetivo é garantir o suporte da assistência às mães durante a internação para que deixem o HMTJ sem dúvidas quanto à importância da amamentação.

 

 

 

 

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