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21 de junho de 2017

A Cardiopatia Congenita

A Cardiopatia Congênita foi o tema da ação promovida pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) e pelo Serviço de Cardiologia do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, ancorado pela cardiologista pediátrica Sara Guedes, realizado no anexo da Suprema, no HMTJ. A data é comemorada em todo o país no dia 12 de junho, mas com os feriados da semana passada, o segundo evento sobre o tema aconteceu nesta quarta-feira, 21 de junho, com a presença de residentes, médicos, funcionários, crianças cardiopatas assistidas pelo hospital e seus familiares.

Não faltou informação e incentivo à conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, o objetivo de lembrar a data durante o mês de junho. Sara Guedes deu uma aula sobre como fazer o diagnóstico clínico e destacou a importância do Teste do Coraçãozinho - carro chefe das campanhas de junho. A cardiologista pediátrica Mariana Oliveira, que também palestrou para os presentes, apresentou um dado cruel que demonstra a realidade em relação ao problema: 22% das crianças cardiopatas recebem tratamento no Brasil. 78% estão desassistidas.

Ambas destacaram, no entanto, o novo papel assumido pelo HMTJ no tratamento e correção dessas cardiopatias com um resultado absolutamente diferente desta realidade nacional. Há um ano o Hospital foi credenciado pelo Ministério da Saúde para receber cardiopatas de todo o Brasil que necessitam de cirurgia e não dispõem de serviço adequado em suas regiões. Mais de 35 crianças, e alguns adultos, já foram trazidos a Juiz de Fora pelo programa chamado CNRAC (Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade), realizando cirurgias convencionais e minimamente invasivas (por cateter - Hemodinâmica). Neste papel, foi destacado o grande aprendizado e o desafio enfrentado pelas equipes da Cardiologia, da Unidade Neonatal e Pediátrica do hospital, que se envolvem no processo de receber famílias vindas, a maioria, do Norte e Centro Oeste do país. Contribuem também para o sucesso do programa, com absoluta dedicação, desprendimento e carinho, funcionários dos setores administrativos da Hemodinâmica, da Direção Clínica, Ouvidoria, Assistência Social, Psicologia, membros do GTH, além dos médicos envolvidos e das equipes de assistência do HMTJ.

Depoimentos

E não faltou emoção com a apresentação dos casos de duas funcionárias da Enfermagem do hospital que viveram de perto este problema: a enfermeira Octacília e a técnica de enfermagem da UTI Neonatal, Luciana. A primeira descobriu que a filha tinha uma cardiopatia rara e mostrou como aprendeu a lidar com o problema, o apoio que recebeu com o diagnóstico e como acabou virando um exemplo para outras mães que vivem situação semelhante. Luciana, que ajuda a cuidar das crianças cardiopatas na Neo, contou como foi viver na pele o drama de ter o diagnóstico para seu próprio bebê, vê-la ir para o Centro Cirúrgico (ficando impotente do lado de fora), e depois  ter sua filha internada na mesma UTI em que trabalha em sua recuperação. Aliás, um exemplo de sucesso na prática e de como vale a pena o diagnóstico correto e um atendimento de qualidade: a pequena Luiza não parou um minuto durante todo o evento.

O encontro foi encerrado com um lanche preparado pelo Serviço de Nutrição do Hospital e as crianças presentes curtiram os cupcakes e pirulitos de chocolate feitos especialmente para o evento pela funcionária Rose do Serviço de Ecocardiografia, uma pessoa preciosa, como destacou Sara Guedes, em todos os atendimentos de cardiopatia congênita no HMTJ. 

 

 

 

 

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