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15 de abril de 2019

Palestra Semana Mundial de Alergia

Em todo o mundo, as Sociedades de Médicos Alergistas e Imunologistas orientaram a população sobre os cuidados relativos ao problema durante a Semana Mundial de Alergia, cujo tema, este ano, focou as alergias alimentares, e foi realizada entre 7 e 14 de abril. No Brasil, as ações foram desenvolvidas pela Associação Médica de Minas Gerais e pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cujo presidente da regional Minas Gerais é o médico do Corpo Clínico do HMTJ, dr. Fernando Aarestrup, que também coordena a pós-graduação de Alergia e Imunologia da Suprema.
No encerramento da campanha em Juiz de Fora, no sábado, 13 de abril, uma ação social promovida pela Suprema, na entrada do HMTJ, assistiu o público com informações sobre alergias, além de aferição de glicemia e pressão arterial. Além disso, acadêmicos da Suprema e médicos de várias cidades do país, alunos de uma das quatro turmas do curso de pós-graduação convidaram acompanhantes, visitantes e profissionais do Hospital a ouvirem a palestra do alergista Fernando Aarestrup, concluída com um lanche saudável no Centro Acadêmico anexo ao Hospital.


Acompanhe algumas dicas e explanações importantes sobre o tema.


Como a Alergia Alimentar se manifesta:
• Coceira
• Eczema ("grosseiro" na pele)
• Urticária
• Angioedema (Inchaço de lábios e olhos)
• Sintomas gastrointestinais (vômito e diarreia)
• Sintomas respiratórios (falta de ar, crise aguda de asma)
• Anafilaxia (choque anafilático)


Os tipos de alimentos mais comuns nas alergias alimentares são:
• Leite
• Trigo
• Ovos
• Peixes
• Frutos do mar
• Soja
• Amendoim
• Amêndoa


Dr. Fernando falou também de outras situações relacionadas às alergias alimentares que confundem e devem servir de alerta às pessoas com disposição para o problema. Ele explica que as reações cruzadas ocorrem quando duas proteínas alimentares são semelhantes. Além disso, a contaminação alimentar também pode resultar do transporte de microrganismos de um alimento para outro, não contaminado. Pode ocorrer através de equipamentos e utensílios usados durante a manipulação dos alimentos, mãos e vestuários de proteção. Exemplo, quando se usa óleo em que se fritou camarão para fritar outro alimento.


Síndrome látex-fruta:
Pessoas alérgicas ao látex podem fazer reações cruzadas com frutas, já que o látex é um produto vegetal e contém proteínas semelhantes. Assim, estas pessoas devem ter atenção ao consumirem banana, kiwi, abacate, maracujá, mamão, entre outras.


Síndrome de Alergia Oral (SAO)
É uma condição caracterizada por sintomas alérgicos que surgem e ficam restritos à mucosa oral. As manifestação decorrentes da ingestão de frutas (melão, banana, tomate, maçã, kiwi, nozes) e vegetais (batata, cenoura, aipo) em pessoas alérgicas a polens são chamadas de "Síndrome pólen-frutas" (SPF)
Fernando Aarestrup também desmistifca algumas lendas sobre aditivos, corantes e conservantes. Segundo ele, é raríssimo encontrar e diagnosticar alergias a estes produtos, por isso, as reações devem ser investigadas e confirmadas pelo alergista. As detectáveis são: uma reação imunológica ao "vermelho-carmim", à Tartrazina (corante amarelo), apesar de haver muitas controvérsias a respeito, e ao Glutamato monossódico, conhecido como síndrome do restaurante chinês.


Outro grande erro é dizer que alguém é "alérgico à lactose". Isso não existe, ele é enfático. E explica que a alergia ao leite envolve mecanismos imunológicos contra as suas proteínas (caseína, alfa-lactoalbumina, beta-lactoglobulina). O que outras pessoas desenvolvem é uma intolerância à lactose, um processo que resulta da deficiência da enzima responsável pela digestão do principal açúcar do leite, que é a lactose. "Os sintomas das duas doenças podem ser confundidos, nos casos de diarreia, distensão abdominal, gases e fezes explosivas. Mas sintomas de alergias são mais graves, podendo ocorrer risco de morte. Além disso, explica que as alergias são mais comuns na infância, enquanto a intolerância geralmente se manifesta em crianças maiores e adultos. "A pessoa intolerante pode consumir derivados de leite em quantidades pequenas sem reações, mas na alergia, a dieta deve ser isenta de toda e qualquer proteína do alimento", alerta ele.


Diagnóstico das alergias alimentares necessita do suporte do médico especialista para:
• Analise da história clínica do paciente
• Exame físico
• Testes cutâneos
• Testes de provocação oral (com supervisão médica)


Tratamentos:
• Medicamentos para tratar sintomas
• Emergência: autoinjeção de adrenalina (Epipen ou similar)
• Dieta com exclusão do alimento causador da alergia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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